Resenha
Matéria e Fotos por Clovis Roman

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GAMMA RAY + HELLOWEEN
15 de Abril de 2008
Hellooch - Curitiba/PR


Esta turnê, intitulada Hellish Rock, causou um grande alvoroço quando foi anunciada, afinal, duas bandas 'irmãs' tocariam juntas, pondo fim a qualquer boato sobre alguma desavança por parte das bandas. E o melhor de tudo: para encerrar os shows, todos os integrantes fariam uma 'jam', tocando "Future World" e "I Want Out".

O Gamma Ray fez uma apresentação curta, que surpreendeu pela garra demonstrada no palco, principalmente pelo frontman Kai Hansen. Das 3 apresentações que já presenciei do grupo, esta foi a melhor neste quesito. Já o setlist foi bem previsível, bastante similar, inclusive, ao apresentado na ultima vinda do grupo a Curitiba, em 2005. Das 11 canções tocadas, 8 figuraram no show anterior. De diferente, apenas duas faixas do ultimo disco, Land Of The Free II - "Into The Storm" (abertura) e "From The Ashes" - além de "Ride The Sky", clássico do Helloween.

Os discos Insanity And Genius e Sigh No More foram ignorados, com enfase na fase pós 1997, onde estão os maiores hits, como "Send Me A Sign" e "Valley Of The Kings", por exemplo. Das antigas, "Heaven Can Wait" obteve ótima resposta do público, assim como "Rebellion In Dreamland", que infelizmente não foi tocada por completo.

Gamma Ray

Durante "Heavy Metal Universe", rolou a famosa interação com o público, com Hansen dividindo o público em 3 partes, fazendo cada uma cantar uma das palavras que dá nome a música. Porém, em "Somewhere Out In Space", tivemos outra enrolação, na qual caberia tranquilamente mais uma música - que poderia ser "The Silence", que normalmente está sendo tocada na atual tour. Inclusive, em determinado momento, o baixista Henjo Ritcher faz gestos que sugerem a referida canção, porém Kai Hansen puxa os riffs the "Ride The Sky" - aliás, outra não tocada por completo. Foram 70 minutos de show, que poderiam ter rendido mais - afinal, a banda esta numa fase excelente e isto poderia ter sido melhor aproveitado.

Gamma Ray

Helloween

Michael Weikath, Helloween

Muita gente reclamou do setlist do Helloween, pelo fato de termos 2 músicas de mais de 12 minutos. Uma delas foi "Halloween", que abriu o show magistralmente, com uma excelente performance de Andi Deris. O novo 'já não tão novo' guitarrista Sascha Gerstner realmente não mostra a que veio, volta e meia estragando algum solo. Não chega a comprometer, mas ele esta abaixo do resto da banda. Em seguida, a sensacional "Sole Survivor" (que entrou no lugar de "Final Fortune", ainda bem) e a belíssima "March Of Time", onde Deris mostrou uma incrivel melhora em relação ao início da tour - é só pegar algum bootleg para notar como no começo ele sofria para cantá-la.

A balada "As Long As I Fall" (do novo disco, o ótimo Gambling With The Devil) convenceu, mostrando que pode se tornar um grande hit - uma espécie de sucessora de "If I Could Fly", também tocada, mas de qualidade inferior. Mais uma balada se segue: "A Tale That Wasn't Right", que está acima de qualquer suspeita.
Andi Deris e Markus Grosskopf


Sempre reclamo de solos de bateria. E Dani Loeble não me fez mudar de opinião. Foram 5 minutos perdidos, no qual caberia mais uma música tranquilamente. Do disco anterior, Keeper Of The Seven Keys - The Legacy, veio "King For A 1000 Years", que é excelente, porém criticada, por ser deveras longa; mesmo que tenha sido levemente reduzida desta vez. Falando em Keepers, dos clássicos, vieram "Eagle Fly Free" e "Dr. Stein", sempre funcionais, diferentemente das mornas "The Bells Of The 7 Hells" e "If I Could Fly" (que estranhamente não foi tocada na turnê de seu disco, The Dark Ride, vindo a aparece apenas na tour do disco "Rabbits Don't Come Easy", dois anos mais tarde).

Já havia se passado 80 minutos, quando chega a hora do medley, que englobou sons como "Perfect Gentleman" (quase inteira, com excelente resposta do público), "I Can", "Where The Rain Grows", "Power" e "Keeper Of The Seven Keys". Nesta, o microfone de Deris falhou alguns instantes, mas nada que tenha prejudicado a apresentação.
Andi Deris, Helloween

Agora, todos esperavam então, a prometida jam. Mas as luzes se acenderam, o som mecânico foi ligado, e as cortinas, fechadas. Mas todos ali continuavam aguardando ansiosamente aquele momento histórico - que acabou se tornando uma enorme frustação, já que o show havia, de fato, acabado sem o bis. Vários boatos rolaram para explicar o ocorrido, mas nada aliviou a frustação coletiva.

Apesar dos pesares, foi uma ótima noite, com 2 shows acima da média - mas que realmente poderiam ter rendido mais, pelos fatores já explicados nesta resenha.

PS: Aqui, venho me retratar com Ana Paula Flores, assessora de imprensa da Hellooch. Um equívoco meu, acabou causando alguns problemas. Peço desculpas sinceras a ela e a todos que eu possa ter prejudicado pelo meu engano.