1. Seize The Day The Heaven Is Too Above
2. Killing Hopes
3. Dimension Of Pain
4. Blinded
5. No Witness .. No Death
6. Don't Try To Scream
7. Shadow Of Souls
8. Disharmonic Fields
9. The Day After
10. Covered In Red
11. Sad Fading Man
12. Walls Of Purgatory |
Sabe
quando você sente orgulho de alguma coisa que nem foi você
que fez? Caso não, vai saber o que é isto quando
ouvir Killing Hopes, CD do Disharmonic Fields. Trabalho
totalmente indepentende e com produção gráfica/sonora
muito foda (desculpem este termo xulo), não tem como não
se empolgar com este disco - veja o encarte, realmente fantástico!
E as 12 faixas de Killing Hopes mantém este alto
nível. Após uma bela intro, a faixa-título
abre com tudo, contando com um refrão sensacional e instrumental
coeso. "Dimensions Of Pain" é outra que
evidencia a qualidade da banda, num dos pontos altos deste trabalho.
Os primeiros acordes de "Blinded" fazem qualquer
um jurar que se trata de uma cover de "Bright Eyes",
do Blind Guardian - como o riff acaba e depois entra outro totalmente
diferente, esta 'intro' poderia ter sido limada sem maiores traumas.
O Heavy Metal que a banda executa não tem exageros. Numa
época onde quase todos vocalistas acham que tem que imitar
Michael Kiske, a voz corretíssima de Nélson
é realmente alentadora. A música e bem estruturada
e eficiente, pois eles não tem aquela urgência quase
infantil de bandas ridículas de metal melódico,
que botam pedal duplo em tudo e gritinhos histéricos a
cada 10 segundos. O som do Disharmonic Fields é maduro
e coeso - eles realmente sabem o que estão fazendo. Para
comprovar, basta ouvir "No Witness ... No Death",
que tem boa letra e bom gosto nos arranjos; a bela balada "Don't
Try To Scream"; e as não menos melhores "Shadows
Of Souls", "Covered In Red" e a faixa
título. "The Day After", mesmo com mais
de 8 minutos de duração, é bem versátil,
nunca soando enjoativa. "Sad Fading Man" e "Walls
Of Purgatory", duas pauladas certeiras, finalizam o play.
Eu sei que já falei, mas tenho que repetir: A produção
sonora não é boa, nem ótima: é impecável!
Ele soa melhor que muito disco de bandas de cast de gravadora
grande. E o encarte é fenomenal, só vendo para entender...
profissionalismo nota 10. Qualquer um fica com orgulho de um trabalho
destes, mesmo que sua participação se resuma a ser
o ouvinte! |